Amor possessivo: medo, ciúmes e angústia em perder o companheiro
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O amor em demasia pode se tornar uma obsessão, se agravando para uma grave doença
Amar e ser amado é um dos principais objetivos de vida de qualquer pessoa. Neste quadro, a felicidade parece completa, e os amantes se sentem as pessoas mais poderosas do mundo. Mas em muitos casos, o amor em demasia pode se tornar uma obsessão, se agravando para uma grave doença.
Nos últimos dias, tem sido noticiados nos principais veículos de comunicação, casos de romances que não deram certo e que um dos companheiros, por se sentirem enciúmados, e tomados pela possessividade e egoísmo, agridem, são agredidos, tentaram se matar, ou mataram seus companheiros. Estes são casos típicos de pessoas que se dizem mais amantes que amadas, e que não sabem viver sem o outro.
Segundo a psicóloga Luciane Mina, a pessoa que coloca o outro em primeiro lugar em sua vida necessita de um tratamento psicológico. O principal, segundo ela, é levantar a autoestima do paciente, e fazer com que ele enxergue suas qualidades e se coloque em primeiro lugar na relação.
"Quando a pessoa não se sente mais confortável em um relacionamento, algo precisa ser mudado, e vale a pena conversar com o companheiro sobre os problemas. Quem não sabe viver sem o companheiro, não consegue se imaginar sem esta pessoa, faz tudo por ela, e é capaz de cometer loucuras para não perder esta pessoa, precisa procurar um tratamento. O importante é amar e ser amado, trocar experiências, mas também, saber respeitar o espaço do outro", ressaltou Luciane.
Com uma experiência amorosa conturbada e repleta de sofrimentos e agressões, a jornalista Karen (nome fictício), 25 anos, conheceu um ex-namorado, se apaixonou, mas nunca se sentiu realmente amada. A relação foi tão conturbada que ela esqueceu de viver sua vida, se entregando a uma pessoa que não a merecia, e que a agredia verbalmente e fisicamente. Seu medo de perder o então companheiro a fez cometer diversas loucuras.
Este é um relato de uma pessoa que como muitas, já vivenciaram problemas no amor, mas que soube, através de tratamento psicológico, superar seus obstáculos. Para a psicóloga Luciane Mina, a frase dita nos relacionamentos deve ser "nós nos amamos", e não "eu amo".
"O ciúme e a possessividade são sentimentos egoístas, que não devem estar presentes em um relacionamento. Quando um relacionamento não está mais dando certo, é preciso estar ciente de que o término é fundamental para que ambos possam procurar por sua felicidade ao lado de uma outra pessoa que os completem. Quando um dos companheiros não quer terminar, e tenta a todo custo manter a relação, cometendo loucuras das mais terríveis, este é um caso de tratamento", concluiu a psicóloga.
Outra pessoa que também sofreu por tentar terminar um relacionamento conturbado foi a jornalista Renata (nome fictício), que por meses foi ameaçada de morte pelo então companheiro.
O importante nestes casos, e em muitos que devem estar sendo vivenciados, é que o diálogo esteja presente e que ambos tentem, em harmonia, superar seus problemas, e viver ou juntos, ou separados, de forma cordial e respeitosa. O amor deve ser vivido por ambos, de forma única, hamoniosa e racional.
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