segunda-feira, 3 de março de 2014

AUTODESTRUIÇÃO


Autodestruição
Comportamentos auto-destruidores
As pessoas felizes, saudáveis psicologicamente são diferentes dos outros, e não são diferentes na aparência física, não são diferentes porque moram em lugares diferentes do lugar que você mora, nem são diferentes por causa da conta bancária. São diferentes porque vivem bem, são felizes, e não é que não tenham problemas, problemas eles tem, mas os felizes também têm:
- Capacidade de lidar com os problemas, de enfrentar e superar os problemas.
- Capacidade de evitar comportamentos auto-destruidores
Comportamentos auto-destruidores te deixam psicologicamente doentes. Estes são os principais:
Queixas
Existem pessoas que gastam seu tempo se queixando, que não admitem que as coisas sejam diferentes da forma que gostariam que fossem. Estão se autodestruindo. Por exemplo: Seu chefe não é o cara legal que te escuta, que dá atenção àquela idéia ótima que você teve, ele só fica de conversinha com aquele inútil que chegou na empresa depois de você mas já foi até promovido. Você vai para casa arrasado e fica horas falando sobre esse bendito chefe para mãe, para esposa, para namorada. E não é só em relação ao colega de trabalho, se chove você se lamenta, se faz sol você morre de calor, se o transito está engarrafado você tem vontade de dar um grito. Ou seja, você não aceita a vida da forma que ela é. Você quer, e quer, que as coisas sejam diferentes.
E aí o que você faz? Nada, porque não dá tempo, nem energia para fazer mais nada, você se desgastou tanto sofrendo, se lamentando, que não tem nem cabeça nem combustível para lidar com essas coisas de um jeito melhor. Você não sabe o que fazer para eliminar esses entraves da sua vida. Quem tem mais saúde psicológica encontra o mesmo chefe que você, o mesmo transito, mas talvez você nem saiba que o chefe dele seja assim porque ele nem vai se queixar sobre o tal chefe, ele vai enfrentar saudavelmente.
Procrastinação
É a protelação. “Não vou fazer agora, sei que preciso fazer, mas amanhã eu começo”, e aí passa o dia se remoendo porque não foi fazer logo a tal da coisa que continua adiando até o limite da paciência de alguém. Essa mania de adiar as coisas, por incrível que pareça não se refere só as coisas chatas, não é só aquele relatório que seu chefe precisa, mas que você deixa para fazer no domingo à noite. Atividades de lazer são adiadas também. “Cinema? Semana que vem o filme ainda vai estar em cartaz. Dar uma caminhada? agora está sol, está garoando, está anoitecendo. Xiiiii... acabou o domingo e não fiz nada. De novo outra semana que só trabalho, trabalho e nada de me divertir! Que droga de vida!” Pois é. Que droga de vida que você está providenciando para você mesmo. Isso é autoflagelo. E por incrível que pareça não fazer nada é se autoflagelar. O ser humano precisa de movimento. Faz parte de nosso bem estar realizar coisas. Ficar estagnado te mata física e psicologicamente.
Dependência
Toda dependência te faz mal. É autodestruição. Mas veja bem nem sempre é fácil sair de dependência porque tem muita gente que gosta de ter você dependente. Pode ser marido inseguro que só se sente forte quando sabe que você não tem mais a quem recorrer. Pode ser amigos que se sentem lisonjeados por você precisar deles. Mas você só vai gostar de você, de verdade, quando souber que pode contar com você mesmo. O mais interessante é que a pessoa dependente também não permite que aqueles que ela gosta sejam independentes, não permite que façam suas próprias escolhas, se a amiga conhece outra amiga já fica com raiva e faz de tudo para que essa nova amiga suma do pedaço. Ou então é o pai ou mãe que faz chantagem emocional: “Tudo bem que você vai sair com seus amigos, não tem importância de me deixar em casa, se eu morrer a ambulância me leva”. Se você está fazendo isso, pare e pense no veneno que está destilando.
Falta de curiosidade
Falta de curiosidade é outro ponto de demonstra comportamento de autodestruição. Curiosidade é saúde, querer saber mais, não se preocupar com estar fazendo certo ou errado, mas desfrutar de estar fazendo coisas. Você perde oportunidades de ser mais feliz quando não deixa sua curiosidade fluir, passa horas ao lado de um dentista e nem perguntou para ele como é a vida de alguém que passa o dia com a mão na boca dos outros. Passa o dia com um cozinheiro e volta sem saber como ele se sente alimentando tantas pessoas por dia. Não perguntou por medo de ser inconveniente, medo de acharem sua pergunta ridícula, mas sinto muito, você perdeu a oportunidade de crescer, de viver curiosamente.
Medo de errar
Medo de errar é um grande indicador de autoflagelo. Quem tem medo de errar acha que o valor de uma pessoa está em fazer as coisas de forma perfeita. Ou seja, sua auto-avaliação vêm de fora. As pessoas é que te dizem o quanto você vale, se elas gostam de você, você sentirá que tem valor, se elas não gostam você acha que não vale nada. Não participa das coisas por ser divertido participar, participa porque precisa demonstrar desempenho. Isso não é vida.
Falta de aceitação
Não aceitar os outros como são. Me refiro àqueles que vivem dizendo o quanto e como as pessoas deveriam ser diferentes. O namorado jamais deveria ter rompido, não tem esse direito. A empresa não deveria ter mudado de endereço. A loja não deveria ter mudado a linha de produtos. Aquela pessoa jamais deveria usar roupa justa. O colega de trabalho não deveria virar a cara para ele. Ou seja, quem fica repetindo esses mantras de “não deveria”, “não podia ter acontecido”, fica paralisado - não está fazendo nada para mudar as coisas.
Aliás, tem muita coisa que não dá mesmo para ser mudada, você não vai mudar a cara do colega, muitas vezes você simplesmente não tem poder para isso. Então veja o tempo e energia que você está perdendo querendo, torcendo, se contorcendo porque o outro não é da forma que você gostaria que fosse. Na verdade, além de você não estar fazendo nada para mudar o outro, você não está fazendo nada de bom para você mesmo. Está é se envenenando.
Ajudar o outro a ser melhor não significa que sua missão deve ser de transformar todo mundo em cópias suas. Não aceitar outro é outro comportamento autodestruidor porque você só está fazendo mal para você mesmo. Viver em discussões, ser um debatedor, além de desgastante, é inútil.
Bairrismo
Bairrista é aquela pessoa que só se identifica e só se dá bem com quem é de seu grupo. Do grupo da igreja, do grupo da sua comunidade, do grupo dos orientais, dos ocidentais, etc. Ou seja, você não vê todas as pessoas como pertencentes ao seu grupo, que na realidade é o grupo da raça humana. Você divide em subgrupos e só se sente confortável com este grupo. Sinto muito mas isso tem outro nome. Preconceito! Valores locais são valores limitados. É um daqueles comportamentos que também te levam pro mal estar psicológico e você nem percebe o que fez consigo mesmo.
Ídolos
Ter heróis e ídolos é outra limitação. Colocar outros seres humanos acima dos demais é algo pouco inteligente. É claro que você pode reconhecer que uma determinada pessoa seja muito bom em filosofia, outro é expert em informática, o artista é excelente no palco. Mas nada disso os transforma em seres humanos melhores ou piores.
O oposto também é um veneno, ou seja a pessoa que tem a tendência de se sentir vitorioso a custa da deficiência do outro, por exemplo, ele não faz de tudo para ir bem na prova mas torce pro outro ir mal - para que assim acabe sendo o vencedor.
Falo também da pessoa que tem a forte tendência de ficar arrasada quando percebe que o outro tem mais privilégios - se torna razão de sua infelicidade. Exemplo: A pessoa percebe que o colega, ou o irmão, é mais simpático, mais divertido e as pessoas se conectam a ele com facilidade. Isso vira uma tortura. Vira a razão da sua infelicidade. Não aceita que o outro tenha sucesso.
Autopiedade
Autodesprezo. Quem sente  piedade de si mesmo não terá vontade de progredir, pois se acredita um coitadinho que não pode nada, não consegue nada. Por outro lado é claro que tem uma compensação em se sentir vítima. A vitima é protegida, é cuidada, e é claro que é gostoso ter esse conforto. Mas é um conforto limitador, é um conforto que não te ajuda a crescer. Quem tem vontade de crescer, e arregaça as mangas e vai à luta. Sabe que fazer isso é tratar bem de si mesmo.
Não rir
Desconfiem de quem não ri nunca, pois é bem provável que essa pessoa não esteja bem psicologicamente. Desconfie de você mesmo se você não ri, ou se quando ri está rindo do outro, e não rindo com o outro. O deboche, o ridículo não é uma forma saudável de se divertir. A pessoa que precisa humilhar alguém para rir está em sofrimento interno. Rir das pessoas é diferente de rir com as pessoas. Conhece aquele que perde o amigo mas não perde a piada, pois bem, emocionalmente ele não está nada bem.
Busca de aprovação
Outra forma de autodestruição é buscar aprovação dos outros para coisas que não te acrescentam em nada. Se você é do tipo que se incomoda e quer ter certeza se a roupa que está usando está boa, e só sai de casa depois que alguém disse que sua roupa está ótima. Se você se fica avaliando e reavaliando tudo o que diz, “será que ele gostou do que eu disse? Será que falei besteira?” sinto muito mas só o que você procura é aprovação das pessoas. E isso não te acrescenta nada.
Preocupação
Preocupação exagerada com limpeza e arrumação. Não vê a organização como um meio útil, mas como um fim, a organização pela organização, não para viver bem. E por causa dessa neurose organizacional não conseguem ser criativas. Ser saudável é saber relevar. É saber que se nem tudo está do jeito que você preferiria e nem precisa estar.
Censura
Censurar os outros. Perder seu tempo falando sobre o que o outro fez ou deixou de fazer, não falam com as pessoas, falam delas. Não faz, não realiza, só critica e se queixa.
Paralisia diante dos problemas
E a pessoa que fica totalmente paralisada diante de um problema? Envolvida até os ossos com questões que poderiam ser resolvidas facilmente. O garçom trocou o pedido e ela sofre o dia todo reclamando do garçom. O namorado deu uma mancada, trocou o nome dela pelo nome da colega de trabalho, e ela chega até a chorar “Como pode ele fazer isso comigo?” Ela se perdeu num bairro onde não costuma ir e pronto acabou o seu dia. Esse exagero de envolvimento emocional nos problemas é que envenenam sua cabeça. É o tipo de pessoa que luta lutas inúteis. Vai dormir com o problema e o pior, nem acorda com a solução. Leva os problemas para cama toda noite e coleciona ulceras.
Busca angustiada por diversão
Outro indicador de que a pessoa está em comportamento de autodestruição é a busca angustiada por festas e bares. Assim não se desfruta realmente de festa alguma. Falo daquele que está sempre com a cabeça em um lugar e o corpo em outro. Ele está na praia achando que na cidade é que seria bom, está no parque se lamentando pelo cinema que perdeu. Ou seja, parece que tem sempre uma festa muito melhor em outro lugar onde ele nunca está. Quando a pessoa está em equilíbrio tudo é interessante, ele não se cansa nunca de ver um pássaro voando, o por do sol é sempre maravilhoso. Todas as coisas ficam chatas se você não souber dar o olhar certo para elas e aprender a desfrutá-las.
Falta de amor com o próprio corpo
Aquele que não gosta de si mesmo e não cuidam do seu próprio corpo, come toda e qualquer porcaria, salgadinhos, doces e tudo o que não tem o menor valor nutritivo, não dá uma caminhada, nem um exercício. Destruindo o corpo, você destrói a cabeça também.
Preocupação com coisas impossíveis de serem alteradas
Alguns não se gostam porque são altos demais, são baixos demais, gordo, magro, careca e por aí vai. Passar a vida se lamentando por coisas que não tem como mudar é uma perda de tempo e de energia emocional. Quem está bem consigo mesmo vive com aquela verruga enorme na testa e ainda ri dela. Quem não consegue viver com sua verruga, sua ruga, seu suor, ou o que for, vai continuar vivendo, mal, vivendo mal, vai achar que sua felicidade depende de se livrar da tal da verruga, só que quando ele fizer isso, vai perceber que a infelicidade não estava na tal verruga, estava dentro da cabeça.
Quem é tranqüilo com relação a si mesmo tem tudo para ser tranqüilo com relação aos outros, ou seja não vê diferença entre as pessoas, nem de idade, sexo, nível social. Para ele, pessoas são pessoas. Sabe que o valor da pessoa não está no seu peso, no seu cabelo e nem em nada disso.
Necessidade em chocar ou agradar demasiadamente
Tem um comportamento que ninguém imagina que se refere à preocupação com os outros, mas é, falo da pessoa que quer chocar os outros, diz coisas fortes o tempo todo, se percebe que está deixando alguém sem graça é aí que ele continua com aquela conversa. Essa pessoa também está tendo um comportamento dirigido pelo outro e não por ele mesmo. Se o que você faz ou deixa de fazer é motivado pelo que o outro pensa de você, se o que você faz é motivado pela reação do outro, sinto muito, você é um refém emocional.
Da mesma forma, dizer o que acha que o outro quer ouvir, dizer coisas que não pensa, se violentar, comer o que não gosta só para não dizer que não lhe agrada aquela comida. Ir com amiga naquela loja horrorosa, tumultuada, perder o seu horário, se atrasar porque não consegue dizer que está na sua hora de sair. Tudo isso é autodestruição emocional.
Dificuldade em receber criticas
Tem aquele que se abala loucamente quando lhe dizem que errou no que fez, no que vestiu, no que disse. Se você está perdendo a presença de espírito quando não gostam de algo em você, significa que você tinha a pretensão de não errar nunca, de sempre agradar a todo mundo, e o pior, acha que a critica do outro é sempre uma verdade incontestável. Saiba que você não vai ser unanimidade nunca, sempre vai ter alguém do contra e outro a favor das suas idéias e das coisas que você faz, por isso não dá para se entregar a angustia de querer agradar sempre e agradar a todo mundo.
Culpa
A pessoa que não está bem psicologicamente se lamenta das coisas que se passaram com elas. Sente culpa pelo que fez, pelo que não fez, pelo que disse e pelo que não disse. E, além de se sentir culpa, aproveita todas as oportunidades para fazer os outros se sentirem culpa também, vivem dizendo “Você não tem vergonha?” “Porque não fez do outro jeito?” Se arrependem do passado, mas não aprendem nada com esse passado. Lamentam-se, mas não observam uma nova forma de fazer as coisas para que não precisem mais se arrepender. Quem perde essa energia toda se sentindo culpado não tem energia para fazer as coisas de uma forma melhor, nem de perceber que muitas vezes se culpam por coisas que não tem poder para mudar. Como por exemplo, já atendi casos de pessoas que se sentiam culpado quando um amigo passava necessidades financeiras e ele não ajudou, mas detalhe, este amigo não foi nem pedir auxilio e nem contou que precisava de ajuda, quando este meu paciente soube da necessidade do amigo o problema já estava resolvido, e em vez dele ficar feliz pelo problema ter se resolvido ele sentiu culpa por não ter ajudado. Mas nem precisou! Vejam o absurdo da coisa.
Tem gente que sente culpa porque alguém que estava na calçada à sua frente tropeçou. Porque é que ele não fez nada para que a pessoa não tropeçasse? Ou sente culpa porque o pai faleceu e não conversou muito com esse pai. Mas agora tem a mãe, o avô, que também não estão recebendo muito atenção. O que você faz? Espera para sentir culpa depois que não der mais tempo para nada?
Preocupação com futuro improvável
Perder tempo e energia com coisas que podem, ou não, acontecer no futuro: “Será que vale a pena estudar para o concurso? E se tiver muitas pessoas bem preparadas. E eu for reprovado”. E é claro que pensando assim você não vai estudar para concurso nenhum. “Será que vou naquele passeio, e se chover?” “Será que apresento minha idéia pro chefe, e se ele não der bola?” O rapaz solteiro diz: “Queria tanto puxar papo com aquela moça, mas e se ela não quiser conversar comigo? E se ela me achar um bobo?”
Conclusão
Para quem se prende a uma ou mais de uma desses comportamentos de autodestruição cada dia é um sufoco, um peso a ser arrastado. Cada problema o prende numa imobilidade emocional doida.
Se você quer se livrar dessa imobilidade emocional, pense em trabalhar essa cabeça que está funcionando contra você, e não a seu favor.
Você está paralisando? Quer uma mão para sair dessa? Pense em fazer sua terapia. Em se conhecer melhor e aprender a funcionar melhor.

Comportamentos auto-destruidores

As pessoas felizes, saudáveis psicologicamente são diferentes dos outros, e não são diferentes na aparência física, não são diferentes porque moram em lugares diferentes, nem são diferentes por causa da conta bancária. São diferentes porque vivem bem, são felizes. Não é que não tenham problemas, mas os felizes também têm:
- Capacidade de lidar com os problemas, de enfrentar e supera-los.
- Capacidade de evitar comportamentos auto-destruidores

Exemplos de Comportamentos auto-destruidores

Queixas

Existem pessoas que gastam seu tempo se queixando, que não admitem que as coisas sejam diferentes da forma que gostariam que fossem. Estão se autodestruindo. Por exemplo: Seu chefe não é o cara legal que te escuta, que dá atenção àquela idéia ótima que você teve, ele só fica de conversinha com aquele inútil que chegou na empresa depois de você mas já foi até promovido. Você vai para casa arrasado e fica horas falando sobre esse bendito chefe para mãe, para esposa, para namorada. E não é só em relação ao colega de trabalho, se chove você se lamenta, se faz sol você morre de calor, se o transito está engarrafado você tem vontade de dar um grito. Ou seja, você não aceita a vida da forma que ela é. Você quer, e quer, que as coisas sejam diferentes.
E aí o que você faz? Nada, porque não dá tempo, nem energia para fazer mais nada, você se desgastou tanto sofrendo, se lamentando, que não tem nem cabeça nem combustível para lidar com essas coisas de um jeito melhor. Você não sabe o que fazer para eliminar esses entraves da sua vida. Quem tem mais saúde psicológica encontra o mesmo chefe que você, o mesmo transito, mas talvez você nem saiba que o chefe dele seja assim porque ele nem vai se queixar sobre o tal chefe, ele vai enfrentar saudavelmente.

Procrastinação

É a protelação. “Não vou fazer agora, sei que preciso fazer, mas amanhã eu começo”, e aí passa o dia se remoendo porque não foi fazer logo a tal da coisa que continua adiando até o limite da paciência de alguém. Essa mania de adiar as coisas, por incrível que pareça não se refere só as coisas chatas, não é só aquele relatório que seu chefe precisa, mas que você deixa para fazer no domingo à noite. Atividades de lazer são adiadas também. “Cinema? Semana que vem o filme ainda vai estar em cartaz. Dar uma caminhada? agora está sol, está garoando, está anoitecendo. Xiiiii... acabou o domingo e não fiz nada. De novo outra semana que só trabalho, trabalho e nada de me divertir! Que droga de vida!” Pois é. Que droga de vida que você está providenciando para você mesmo. Isso é autoflagelo. E por incrível que pareça não fazer nada é se autoflagelar. O ser humano precisa de movimento. Faz parte de nosso bem estar realizar coisas. Ficar estagnado te mata física e psicologicamente.

Dependência

Toda dependência te faz mal. É autodestruição. Mas veja bem nem sempre é fácil sair de dependência porque tem muita gente que gosta de ter você dependente. Pode ser marido inseguro que só se sente forte quando sabe que você não tem mais a quem recorrer. Pode ser amigos que se sentem lisonjeados por você precisar deles. Mas você só vai gostar de você, de verdade, quando souber que pode contar com você mesmo. O mais interessante é que a pessoa dependente também não permite que aqueles que ela gosta sejam independentes, não permite que façam suas próprias escolhas, se a amiga conhece outra amiga já fica com raiva e faz de tudo para que essa nova amiga suma do pedaço. Ou então é o pai ou mãe que faz chantagem emocional: “Tudo bem que você vai sair com seus amigos, não tem importância de me deixar em casa, se eu morrer a ambulância me leva”. Se você está fazendo isso, pare e pense no veneno que está destilando.

Falta de curiosidade

Curiosidade é saúde, querer saber mais, não se preocupar com estar fazendo certo ou errado, desfrutar de realizar coisas. Você perde oportunidades de ser mais feliz quando não deixa sua curiosidade fluir, passa horas ao lado de um dentista e nem perguntou para ele como é a vida de alguém que passa o dia com a mão na boca dos outros. Passa o dia com um cozinheiro e volta sem saber como ele se sente alimentando tantas pessoas por dia. Não perguntou por medo de ser inconveniente, medo de acharem sua pergunta ridícula, mas sinto muito, você perdeu a oportunidade de crescer, de viver curiosamente.

Medo de errar

Medo de errar é um grande indicador de autoflagelo. Quem tem medo de errar acha que o valor de uma pessoa está em fazer as coisas de forma perfeita. Ou seja, sua auto-avaliação vêm de fora. As pessoas é que te dizem o quanto você vale, se elas gostam de você, você sentirá que tem valor, se elas não gostam você acha que não vale nada. Não participa das coisas por ser divertido participar, participa porque precisa demonstrar desempenho. Isso não é vida.

Falta de aceitação

Não aceitar os outros como são. Me refiro àqueles que vivem dizendo o quanto e como as pessoas deveriam ser diferentes. O namorado jamais deveria ter rompido, não tem esse direito. A empresa não deveria ter mudado de endereço. A loja não deveria ter mudado a linha de produtos. Aquela pessoa jamais deveria usar roupa justa. O colega de trabalho não deveria virar a cara para ele. Ou seja, quem fica repetindo esses mantras de “não deveria”, “não podia ter acontecido”, fica paralisado - não está fazendo nada para mudar as coisas.
Aliás, tem muita coisa que não dá mesmo para ser mudada, você não vai mudar a cara do colega, muitas vezes você simplesmente não tem poder para isso. Então veja o tempo e energia que você está perdendo querendo, torcendo, se contorcendo porque o outro não é da forma que você gostaria que fosse. Na verdade, além de você não estar fazendo nada para mudar o outro, você não está fazendo nada de bom para você mesmo. Está é se envenenando.
Ajudar o outro a ser melhor não significa que sua missão deve ser de transformar todo mundo em cópias suas. Não aceitar outro é outro comportamento autodestruidor porque você só está fazendo mal para você mesmo. Viver em discussões, ser um debatedor, além de desgastante, é inútil.

Bairrismo

Bairrista é aquela pessoa que só se identifica e só se dá bem com quem é de seu grupo. Do grupo da igreja, do grupo da sua comunidade, do grupo dos orientais, dos ocidentais, etc. Ou seja, você não vê todas as pessoas como pertencentes ao seu grupo, que na realidade é o grupo da raça humana. Você divide em subgrupos e só se sente confortável com este grupo. Sinto muito mas isso tem outro nome. Preconceito! Valores locais são valores limitados. É um daqueles comportamentos que também te levam pro mal estar psicológico e você nem percebe o que fez consigo mesmo.
Ídolos
Ter heróis e ídolos é outra limitação. Colocar outros seres humanos acima dos demais é algo pouco inteligente. É claro que você pode reconhecer que uma determinada pessoa seja muito bom em filosofia, outro é expert em informática, o artista é excelente no palco. Mas nada disso os transforma em seres humanos melhores ou piores.
O oposto também é um veneno, ou seja a pessoa que tem a tendência de se sentir vitorioso a custa da deficiência do outro, por exemplo, ele não faz de tudo para ir bem na prova mas torce pro outro ir mal - para que assim acabe sendo o vencedor.
Falo também da pessoa que tem a forte tendência de ficar arrasada quando percebe que o outro tem mais privilégios - se torna razão de sua infelicidade. Exemplo: A pessoa percebe que o colega, ou o irmão, é mais simpático, mais divertido e as pessoas se conectam a ele com facilidade. Isso vira uma tortura. Vira a razão da sua infelicidade. Não aceita que o outro tenha sucesso.

Autopiedade

Autodesprezo. Quem sente  piedade de si mesmo não terá vontade de progredir, pois se acredita um coitadinho que não pode nada, não consegue nada. Por outro lado é claro que tem uma compensação em se sentir vítima. A vitima é protegida, é cuidada, e é claro que é gostoso ter esse conforto. Mas é um conforto limitador, é um conforto que não te ajuda a crescer. Quem tem vontade de crescer, e arregaça as mangas e vai à luta. Sabe que fazer isso é tratar bem de si mesmo.

Não rir

Desconfiem de quem não ri nunca, pois é bem provável que essa pessoa não esteja bem psicologicamente. Desconfie de você mesmo se você não ri, ou se quando ri está rindo do outro, e não rindo com o outro. O deboche, o ridículo não é uma forma saudável de se divertir. A pessoa que precisa humilhar alguém para rir está em sofrimento interno. Rir das pessoas é diferente de rir com as pessoas. Conhece aquele que perde o amigo mas não perde a piada, pois bem, emocionalmente ele não está nada bem.

Busca de aprovação

Outra forma de autodestruição é buscar aprovação dos outros para coisas que não te acrescentam em nada. Se você é do tipo que se incomoda e quer ter certeza se a roupa que está usando está boa, e só sai de casa depois que alguém disse que sua roupa está ótima. Se você se fica avaliando e reavaliando tudo o que diz, “será que ele gostou do que eu disse? Será que falei besteira?” sinto muito mas só o que você procura é aprovação das pessoas. E isso não te acrescenta nada.

Preocupação

Preocupação exagerada com limpeza e arrumação. Não vê a organização como um meio útil, mas como um fim, a organização pela organização, não para viver bem. E por causa dessa neurose organizacional não conseguem ser criativas. Ser saudável é saber relevar. É saber que se nem tudo está do jeito que você preferiria e nem precisa estar.

Censura

Censurar os outros. Perder seu tempo falando sobre o que o outro fez ou deixou de fazer, não falam com as pessoas, falam delas. Não faz, não realiza, só critica e se queixa.
Paralisia diante dos problemas
E a pessoa que fica totalmente paralisada diante de um problema? Envolvida até os ossos com questões que poderiam ser resolvidas facilmente. O garçom trocou o pedido e ela sofre o dia todo reclamando do garçom. O namorado deu uma mancada, trocou o nome dela pelo nome da colega de trabalho, e ela chega até a chorar “Como pode ele fazer isso comigo?” Ela se perdeu num bairro onde não costuma ir e pronto acabou o seu dia. Esse exagero de envolvimento emocional nos problemas é que envenenam sua cabeça. É o tipo de pessoa que luta lutas inúteis. Vai dormir com o problema e o pior, nem acorda com a solução. Leva os problemas para cama toda noite e coleciona ulceras.

Busca angustiada por diversão

Outro indicador de que a pessoa está em comportamento de autodestruição é a busca angustiada por festas e bares. Assim não se desfruta realmente de festa alguma. Falo daquele que está sempre com a cabeça em um lugar e o corpo em outro. Ele está na praia achando que na cidade é que seria bom, está no parque se lamentando pelo cinema que perdeu. Ou seja, parece que tem sempre uma festa muito melhor em outro lugar onde ele nunca está. Quando a pessoa está em equilíbrio tudo é interessante, ele não se cansa nunca de ver um pássaro voando, o por do sol é sempre maravilhoso. Todas as coisas ficam chatas se você não souber dar o olhar certo para elas e aprender a desfrutá-las.

Falta de amor com o próprio corpo

Aquele que não gosta de si mesmo e não cuidam do seu próprio corpo, come toda e qualquer porcaria, salgadinhos, doces e tudo o que não tem o menor valor nutritivo, não dá uma caminhada, nem um exercício. Destruindo o corpo, você destrói a cabeça também.

Preocupação com coisas impossíveis de serem alteradas

Alguns não se gostam porque são altos demais, são baixos demais, gordo, magro, careca e por aí vai. Passar a vida se lamentando por coisas que não tem como mudar é uma perda de tempo e de energia emocional. Quem está bem consigo mesmo vive com aquela verruga enorme na testa e ainda ri dela. Quem não consegue viver com sua verruga, sua ruga, seu suor, ou o que for, vai continuar vivendo, mal, vivendo mal, vai achar que sua felicidade depende de se livrar da tal da verruga, só que quando ele fizer isso, vai perceber que a infelicidade não estava na tal verruga, estava dentro da cabeça.
Quem é tranqüilo com relação a si mesmo tem tudo para ser tranqüilo com relação aos outros, ou seja não vê diferença entre as pessoas, nem de idade, sexo, nível social. Para ele, pessoas são pessoas. Sabe que o valor da pessoa não está no seu peso, no seu cabelo e nem em nada disso.

Necessidade em chocar ou agradar demasiadamente

Tem um comportamento que ninguém imagina que se refere à preocupação com os outros, mas é, falo da pessoa que quer chocar os outros, diz coisas fortes o tempo todo, se percebe que está deixando alguém sem graça é aí que ele continua com aquela conversa. Essa pessoa também está tendo um comportamento dirigido pelo outro e não por ele mesmo. Se o que você faz ou deixa de fazer é motivado pelo que o outro pensa de você, se o que você faz é motivado pela reação do outro, sinto muito, você é um refém emocional.
Da mesma forma, dizer o que acha que o outro quer ouvir, dizer coisas que não pensa, se violentar, comer o que não gosta só para não dizer que não lhe agrada aquela comida. Ir com amiga naquela loja horrorosa, tumultuada, perder o seu horário, se atrasar porque não consegue dizer que está na sua hora de sair. Tudo isso é autodestruição emocional.

Dificuldade em receber criticas

Tem aquele que se abala loucamente quando lhe dizem que errou no que fez, no que vestiu, no que disse. Se você está perdendo a presença de espírito quando não gostam de algo em você, significa que você tinha a pretensão de não errar nunca, de sempre agradar a todo mundo, e o pior, acha que a critica do outro é sempre uma verdade incontestável. Saiba que você não vai ser unanimidade nunca, sempre vai ter alguém do contra e outro a favor das suas idéias e das coisas que você faz, por isso não dá para se entregar a angustia de querer agradar sempre e agradar a todo mundo.

Culpa

A pessoa que não está bem psicologicamente se lamenta das coisas que se passaram com elas. Sente culpa pelo que fez, pelo que não fez, pelo que disse e pelo que não disse. E, além de se sentir culpa, aproveita todas as oportunidades para fazer os outros se sentirem culpa também, vivem dizendo “Você não tem vergonha?” “Porque não fez do outro jeito?” Se arrependem do passado, mas não aprendem nada com esse passado. Lamentam-se, mas não observam uma nova forma de fazer as coisas para que não precisem mais se arrepender. Quem perde essa energia toda se sentindo culpado não tem energia para fazer as coisas de uma forma melhor, nem de perceber que muitas vezes se culpam por coisas que não tem poder para mudar. Como por exemplo, já atendi casos de pessoas que se sentiam culpado quando um amigo passava necessidades financeiras e ele não ajudou, mas detalhe, este amigo não foi nem pedir auxilio e nem contou que precisava de ajuda, quando este meu paciente soube da necessidade do amigo o problema já estava resolvido, e em vez dele ficar feliz pelo problema ter se resolvido ele sentiu culpa por não ter ajudado. Mas nem precisou! Vejam o absurdo da coisa.
Tem gente que sente culpa porque alguém que estava na calçada à sua frente tropeçou. Porque é que ele não fez nada para que a pessoa não tropeçasse? Ou sente culpa porque o pai faleceu e não conversou muito com esse pai. Mas agora tem a mãe, o avô, que também não estão recebendo muito atenção. O que você faz? Espera para sentir culpa depois que não der mais tempo para nada?

Preocupação com futuro improvável

Perder tempo e energia com coisas que podem, ou não, acontecer no futuro: “Será que vale a pena estudar para o concurso? E se tiver muitas pessoas bem preparadas. E eu for reprovado”. E é claro que pensando assim você não vai estudar para concurso nenhum. “Será que vou naquele passeio, e se chover?” “Será que apresento minha idéia pro chefe, e se ele não der bola?” O rapaz solteiro diz: “Queria tanto puxar papo com aquela moça, mas e se ela não quiser conversar comigo? E se ela me achar um bobo?”

Conclusão

Para quem se prende a uma ou mais de uma desses comportamentos de autodestruição cada dia é um sufoco, um peso a ser arrastado. Cada problema o prende numa imobilidade emocional.
Se você quer se livrar dessa imobilidade emocional, pense em trabalhar os pensamentos que estão funcionando contra você.
Você está em processo de autodestruição? Quer uma mão para sair dessa? Pense em fazer sua psicoterapia. Em se conhecer melhor e aprender a funcionar melhor.

Bem estar Psicológico


Bem estar Psicológico
Você está bem psicologicamente?
É muito comum ouvirmos alguém dizendo: “Não estou bem psicologicamente”.
Para te ajudar a identificar exatamente o que é este mal estar psicológico responda:
Como você vem se sentindo? Tem tido dias felizes? Sente-se realizado em seu trabalho. Sente satisfação em seus estudos? Seus relacionamentos com outras pessoas, tem tido bons momentos ou você vem se sentindo frustrado?
Quando você  percebe que não está bem psicologicamente com certeza esta tendo problemas em uma destas áreas.
Seis aspectos do bem estar psicológico
1° Auto aceitação : Se refere às avaliações que você faz de você mesmo. Se não forem positivas é sinal de que há problemas quanto a auto aceitação
2° Relações interpessoais positivas . Ninguém vive só. O ser humano é um ser social. Quando alguém pensa que pode viver sozinho na realidade ele está é fugindo de estar com outras pessoas porque perdeu a esperança de conseguir bons relacionamentos.
3° Autonomia . Capacidade de decidir o que quer fazer, quando e como. Isso é a auto-determinação. É você  mesmo determinar o que vai fazer e não aceitar desoladamente o que é imposto pelos outros.
4° Domínio ambiental. Capacidade de ser influente. Não ser refém dos outros. Não se apenas um produto do meio, é fazer do seu meio o seu produto.
5° Propósito de vida. Perceber que sua vida tem significado. Você não está aqui à toa. Você tem uma missão que não precisa ser importante para você mesmo e para mais ninguém.
6° Crescimento pessoal. Quem não tem a sensação de que sua vida segue um crescente, sensação de estagnação, de que nada vai mais mudar vivencia a própria depressão.
São esses os pontos principais que trabalhamos em terapia. Desenvolver o bem estar psicológico, colocar a pessoa em equilíbrio e ganhar o tão desejado bem estar mental desenvolvendo essas seis qualidades.
Quando alguém não está bem psicologicamente invariavelmente identificamos uma, ou mais, dessas áreas em  disfunção.
FAÇA SUA AUTO AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA - RESPONDA:
Auto aceitação
Você está infeliz com você mesmo? Não consegue ter uma visão positiva em relação a você mesmo? Não consegue reconhecer e aceitar que você é constituído de aspectos múltiplos que incluem qualidades e defeitos, anda decepcionado consigo mesmo percebendo apenas os defeitos? Sente o seu passado de forma negativa? Está desejando ser diferente do que é?
Se respondeu “sim” a alguma destas perguntas é sinal de que sua aceitação pode não estar suficiente. Talvez você esteja demasiadamente auto-crítico. Nesse caso o melhor que você pode fazer é arregaçar as mangas e desenvolver as habilidades que estão te faltando. Identifique quais são suas deficiências. O que você precisa para melhorar? Aprender a dizer “não” na hora certa? Precisa aprender a ser mais organizado, sua vida está uma bagunça? Precisa se livrar de uma síndrome do pânico?
Procure ajuda. Faça algo!
Relacionamentos positivos
Não só relacionamentos amorosos são importantes, mas de todos os relacionamentos possíveis. Como vai o relacionamento com sua a família? Tem bons amigos? Você  consegue ter pessoas calorosas na sua vida? Tem alguém em quem confiar? Alguém pra ser seu confidente, alguém que te apóia sem te julgar? Você é capaz de despertar empatia nas pessoas? Empatia não significa simpatia. Empatia é quando você consegue se fazer perceber como é, o que pensa, o que sente,e se fazer ser respeitado. Você consegue essa ligação com as pessoas? Você tem amigos ou só conhecidos? Consegue desenvolver intimidade? Ou você é do tipo que fica sozinho porque não está confiando em mais ninguém. Acha que os homens são todos uns canalhas, ou que as mulheres são todas vazias. Ou seja, você não está mais conseguindo perceber que existem pessoas bacanas no mundo. Você anda fugindo de compromisso porque se sente frustrado com relacionamentos?
Ter bons relacionamentos é um dos aspectos para ter bem estar psicológico.
A utonomia
Ser autônomo é ser auto determinante. É ser você  a pessoa que determina as questões da sua vida. É conseguir resistir às pressões sociais e fazer o que interessa a você, e não apenas o que interessa ao outro. Você consegue se impor? Consegue se colocar afirmativamente diante daquelas pessoas que tentam te manipular?  Quem não desenvolveu o senso de autonomia fica preocupado em demasia com o que os outros pensam. Quem sofre loucamente com a idéia de ser julgado nem conversa com as pessoas porque considera que os outros o estão avaliando o tempo todo, acha que os outros não o consideram interessante e tem medo de ser condenado pelos outros, medo de se sentir inadequado, inconveniente, e vive pedindo desculpas por existir, toma sua decisões baseado nos outros e não no que seria melhor para si mesmo.
Já atendi muita gente que estava a ponto de recusar uma promoção porque se sentia intimidado pelos colegas, não conseguia se impor. Nessas horas a gente vê que fazer terapia não é nada caro. Todo bom investimento feito em você tem retorno.
Domínio Ambiental
Você sente que pode dominar as pessoas ou as coisas que acontecem na sua vida? Não falo do domínio cruel, mas da capacidade de presença nas situações. Você consegue se defender quando fazem algo injusto contigo? Consegue fazer aquela pessoa ver que está errada? Consegue ser participante da sua própria vida, ou anda sendo refém do mundo? Você consegue ter iniciativa, aproveita as oportunidades que a vida oferece? Ou você está achando que as oportunidades nunca são pra você. SE sente um azarado? Eu não acredito em sorte ou azar, o que eu sei é que quanto mais você trabalha mais sorte você tem. Quanto mais você  procura mais você acha. Ter senso de controle sobre o mundo é isso, é perceber que é capaz de fazer acontecer. Você não é só um expectador da vida, é participante. Depende de você para que as coisas aconteçam. Se você se deixa levar pelos outros. Só vai ter resultados que são bons para os outros e não para você.
Me responda: você  consegue convidar alguém pra sair quando você esta com vontade? Você consegue pedir para aquele cara inconveniente que pare de bater na sua cadeira no cinema? Você consegue sair de casa e ir tranquilamente pedir um emprego que talvez você não tenha todas as qualificações? Ou você acha que você nunca tem chance. Quem não tenta não consegue.
É por isso que é muito importante desenvolver essa capacidade chamada de domínio ambiental. É uma das técnicas usadas em terapia. Não seja uma destas pessoas que são expectadoras de sua própria vida e deixam os outros decidirem por elas.
Propósito de vida
O penúltimo item para se avaliar o bem estar psicológico de uma pessoa chama-se propósito de vida. Sua vida tem propósito? Você tem metas? Você tem um senso de direção? Sabe pra onde a sua vida está te levando, está te levando para algum lugar? Tem sentido pra você acordar todas as manhãs?
Por exemplo, na depressão sair da cama é uma tortura, dá vontade de passar o resto da vida lá. Quem sofre de depressão sente que não teve sentido viver até agora e por isso não tem sentido de continuar vivendo. Nem sempre a pessoa pensa em tirar a própria vida, ela simplesmente não quer viver. Todo mundo precisa de sentido pra vida, precisa saber o que faz aqui neste mundo. E não falo de grandes e nobres propósitos, propósitos simples são tão válidos quanto super metas. Você não precisa se dedicar a acabar com a fome no mundo, mas perceber o sabor das pequenas e saudáveis coisas da vida, ter satisfação com aquele relatório que você vai entregar porque sabe o quanto se dedicou a ele, sabe que está bem feito. Ter satisfação em ir para casa à noite porque terá muitas coisas legais te esperando - nem se a coisa legal for apenas uma pizza. Decidir ir trabalhar de metrô hoje só porque você quer colaborar com o controle da poluição, ou decidir ir de carro porque você merece. Viram? Não importa o propósito, contanto que seja significativo para você, e para ninguém mais.
Infelizmente nem todo mundo consegue se alinhar sozinho. Muitas vezes precisa de ajuda. Conte com seu psicólogo.
Crescimento pessoal
O último, mas não menos importante item pra você avaliar como vai sua saúde psicológica é o crescimento pessoal. Você tem o sentimento de desenvolvimento continuo em sua vida? Você se vê em crescimento? Está aberto a novas experiências? Vê sentido realizar seu potencial? Percebe que seu comportamento tem melhorado com o tempo? Percebe que sua autoconfiança está melhor hoje do que já foi no passado? Você se sente eficaz no mundo?
Ciclos da vida
É claro que a vida de todo mundo é feita de ciclos, de altos e baixos. Mas quando você percebe que seus baixos estão cada vez mais baixos e seus altos não vão tão longe assim é sinal de que algo não vai bem. É isso que te joga naquela sensação de tédio e desinteresse pela vida. Você até percebe que deveria ser diferente, mas não se vê capaz de ser diferente. É a própria estagnação pessoal. Todo ser humano precisa perceber crescimento. Não precisa ser apenas financeiro - crescimento pessoal. Ninguém é obrigado a ser milionário, mas perceber que aprendeu com a vida, que vêm aproveitando as lições, acrescentando novas idéias.
As pessoas precisam perceber que são partes significativas do mundo, que são importantes. E pra isso é importante perceber o quanto de controle você exerce em sua própria vida.
Você é dono e senhor da sua vida? Suas ações suas iniciativas tem efeito sobre as situações? Se não for assim não terá sentido continuar tentando fazer qualquer coisa. Quando se percebe que não adianta falar, não adianta se empenhar no trabalho, enfim que não adiante tentar realizações virá sensação chamada desamparo .
O contrário do desamparo é proficiência. Você é proficiente quando mesmo tendo fracassado continua persistindo e se mantendo concentrado no que faz. Determinada a ter domínio. Mesmo tendo dificuldades não desiste - Isso é comportamento proficiente. Ser determinado não é ficar batendo na mesma tecla. Ser determinado é saber que sempre existirão novos caminhos.
As pessoas orientadas para o domínio aceitam os desafios. As pessoas orientadas para o desamparo ficam arrasadas quando um obstáculo aparece e passam a duvidar da sua própria capacidade. Quem é orientado para o domínio pensa “os erros me ajudam”, pois percebem os erros como uma informação para ser usada e finalmente conseguir sucesso. Quem é voltado para o desamparo vê o fracasso como um julgamento, acha que o fracasso é sinal de inadequação.
Não dá pra você se modificar apenas obtendo a informação de que existem pessoas voltadas para o desamparo e outras para o domínio.  Precisamos mesmo é de um trabalho ativo. Você não nasceu assim, portanto não precisa morrer assim.

Você está bem psicologicamente?

É muito comum ouvirmos alguém dizendo: “Não estou bem psicologicamente”.
Para te ajudar a identificar exatamente o que é este mal estar psicológico responda:
Como você vem se sentindo? Tem tido dias felizes? Sente-se realizado em seu trabalho. Sente satisfação em seus estudos? Seus relacionamentos com outras pessoas, tem tido bons momentos ou você vem se sentindo frustrado?
Quando você  percebe que não está bem psicologicamente com certeza esta tendo problemas em uma destas áreas.

Seis aspectos do bem estar psicológico

1° Auto aceitação :

Se refere às avaliações que você faz de você mesmo. Se não forem positivas é sinal de que há problemas quanto a auto aceitação

2° Relações interpessoais positivas .

Ninguém vive só. O ser humano é um ser social. Quando alguém pensa que pode viver sozinho na realidade ele está é fugindo de estar com outras pessoas porque perdeu a esperança de conseguir bons relacionamentos.

3° Autonomia .

Capacidade de decidir o que quer fazer, quando e como. Isso é a auto-determinação. É você  mesmo determinar o que vai fazer e não aceitar desoladamente o que é imposto pelos outros.

4° Domínio ambiental.

Capacidade de ser influente. Não ser refém dos outros. Não se apenas um produto do meio, é fazer do seu meio o seu produto.

5° Propósito de vida.

Perceber que sua vida tem significado. Você não está aqui à toa. Você tem uma missão que não precisa ser importante para você mesmo e para mais ninguém.

6° Crescimento pessoal.

Quem não tem a sensação de que sua vida segue um crescente, sensação de estagnação, de que nada vai mais mudar vivencia a própria depressão.
São esses os pontos principais que trabalhamos em terapia. Desenvolver o bem estar psicológico, colocar a pessoa em equilíbrio e ganhar o tão desejado bem estar mental desenvolvendo essas seis qualidades.
Quando alguém não está bem psicologicamente invariavelmente identificamos uma, ou mais, dessas áreas em  disfunção.

FAÇA SUA AUTO AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA - RESPONDA:

Auto aceitação

Você está infeliz com você mesmo? Não consegue ter uma visão positiva em relação a você mesmo? Não consegue reconhecer e aceitar que você é constituído de aspectos múltiplos que incluem qualidades e defeitos, anda decepcionado consigo mesmo percebendo apenas os defeitos? Sente o seu passado de forma negativa? Está desejando ser diferente do que é?
Se respondeu “sim” a alguma destas perguntas é sinal de que sua aceitação pode não estar suficiente. Talvez você esteja demasiadamente auto-crítico. Nesse caso o melhor que você pode fazer é arregaçar as mangas e desenvolver as habilidades que estão te faltando. Identifique quais são suas deficiências. O que você precisa para melhorar? Aprender a dizer “não” na hora certa? Precisa aprender a ser mais organizado, sua vida está uma bagunça? Precisa se livrar de uma síndrome do pânico?
Procure ajuda. Faça algo!

Relacionamentos positivos

Não só relacionamentos amorosos são importantes, mas de todos os relacionamentos possíveis. Como vai o relacionamento com sua a família? Tem bons amigos? Você  consegue ter pessoas calorosas na sua vida? Tem alguém em quem confiar? Alguém pra ser seu confidente, alguém que te apóia sem te julgar? Você é capaz de despertar empatia nas pessoas? Empatia não significa simpatia. Empatia é quando você consegue se fazer perceber como é, o que pensa, o que sente,e se fazer ser respeitado. Você consegue essa ligação com as pessoas? Você tem amigos ou só conhecidos? Consegue desenvolver intimidade? Ou você é do tipo que fica sozinho porque não está confiando em mais ninguém. Acha que os homens são todos uns canalhas, ou que as mulheres são todas vazias. Ou seja, você não está mais conseguindo perceber que existem pessoas bacanas no mundo. Você anda fugindo de compromisso porque se sente frustrado com relacionamentos?
Ter bons relacionamentos é um dos aspectos para ter bem estar psicológico.

Autonomia

Ser autônomo é ser auto determinante. É ser você  a pessoa que determina as questões da sua vida. É conseguir resistir às pressões sociais e fazer o que interessa a você, e não apenas o que interessa ao outro. Você consegue se impor? Consegue se colocar afirmativamente diante daquelas pessoas que tentam te manipular?  Quem não desenvolveu o senso de autonomia fica preocupado em demasia com o que os outros pensam. Quem sofre loucamente com a idéia de ser julgado nem conversa com as pessoas porque considera que os outros o estão avaliando o tempo todo, acha que os outros não o consideram interessante e tem medo de ser condenado pelos outros, medo de se sentir inadequado, inconveniente, e vive pedindo desculpas por existir, toma sua decisões baseado nos outros e não no que seria melhor para si mesmo.
Já atendi muita gente que estava a ponto de recusar uma promoção porque se sentia intimidado pelos colegas, não conseguia se impor. Nessas horas a gente vê que fazer terapia não é nada caro. Todo bom investimento feito em você tem retorno.

Domínio Ambiental

Você sente que pode dominar as pessoas ou as coisas que acontecem na sua vida? Não falo do domínio cruel, mas da capacidade de presença nas situações. Você consegue se defender quando fazem algo injusto contigo? Consegue fazer aquela pessoa ver que está errada? Consegue ser participante da sua própria vida, ou anda sendo refém do mundo? Você consegue ter iniciativa, aproveita as oportunidades que a vida oferece? Ou você está achando que as oportunidades nunca são pra você. SE sente um azarado? Eu não acredito em sorte ou azar, o que eu sei é que quanto mais você trabalha mais sorte você tem. Quanto mais você  procura mais você acha. Ter senso de controle sobre o mundo é isso, é perceber que é capaz de fazer acontecer. Você não é só um expectador da vida, é participante. Depende de você para que as coisas aconteçam. Se você se deixa levar pelos outros. Só vai ter resultados que são bons para os outros e não para você.
Me responda: você  consegue convidar alguém pra sair quando você esta com vontade? Você consegue pedir para aquele cara inconveniente que pare de bater na sua cadeira no cinema? Você consegue sair de casa e ir tranquilamente pedir um emprego que talvez você não tenha todas as qualificações? Ou você acha que você nunca tem chance. Quem não tenta não consegue.
É por isso que é muito importante desenvolver essa capacidade chamada de domínio ambiental. É uma das técnicas usadas em terapia. Não seja uma destas pessoas que são expectadoras de sua própria vida e deixam os outros decidirem por elas.

Propósito de vida

O penúltimo item para se avaliar o bem estar psicológico de uma pessoa chama-se propósito de vida. Sua vida tem propósito? Você tem metas? Você tem um senso de direção? Sabe pra onde a sua vida está te levando, está te levando para algum lugar? Tem sentido pra você acordar todas as manhãs?
Por exemplo, na depressão sair da cama é uma tortura, dá vontade de passar o resto da vida lá. Quem sofre de depressão sente que não teve sentido viver até agora e por isso não tem sentido de continuar vivendo. Nem sempre a pessoa pensa em tirar a própria vida, ela simplesmente não quer viver. Todo mundo precisa de sentido pra vida, precisa saber o que faz aqui neste mundo. E não falo de grandes e nobres propósitos, propósitos simples são tão válidos quanto super metas. Você não precisa se dedicar a acabar com a fome no mundo, mas perceber o sabor das pequenas e saudáveis coisas da vida, ter satisfação com aquele relatório que você vai entregar porque sabe o quanto se dedicou a ele, sabe que está bem feito. Ter satisfação em ir para casa à noite porque terá muitas coisas legais te esperando - nem se a coisa legal for apenas uma pizza. Decidir ir trabalhar de metrô hoje só porque você quer colaborar com o controle da poluição, ou decidir ir de carro porque você merece. Viram? Não importa o propósito, contanto que seja significativo para você, e para ninguém mais.
Infelizmente nem todo mundo consegue se alinhar sozinho. Muitas vezes precisa de ajuda. Conte com seu psicólogo.

Crescimento pessoal

O último, mas não menos importante item pra você avaliar como vai sua saúde psicológica é o crescimento pessoal. Você tem o sentimento de desenvolvimento continuo em sua vida? Você se vê em crescimento? Está aberto a novas experiências? Vê sentido realizar seu potencial? Percebe que seu comportamento tem melhorado com o tempo? Percebe que sua autoconfiança está melhor hoje do que já foi no passado? Você se sente eficaz no mundo?

Ciclos da vida

É claro que a vida de todo mundo é feita de ciclos, de altos e baixos. Mas quando você percebe que seus baixos estão cada vez mais baixos e seus altos não vão tão longe assim é sinal de que algo não vai bem. É isso que te joga naquela sensação de tédio e desinteresse pela vida. Você até percebe que deveria ser diferente, mas não se vê capaz de ser diferente. É a própria estagnação pessoal. Todo ser humano precisa perceber crescimento. Não precisa ser apenas financeiro - crescimento pessoal. Ninguém é obrigado a ser milionário, mas perceber que aprendeu com a vida, que vêm aproveitando as lições, acrescentando novas idéias.
As pessoas precisam perceber que são partes significativas do mundo, que são importantes. E pra isso é importante perceber o quanto de controle você exerce em sua própria vida.
Você é dono e senhor da sua vida? Suas ações suas iniciativas tem efeito sobre as situações? Se não for assim não terá sentido continuar tentando fazer qualquer coisa. Quando se percebe que não adianta falar, não adianta se empenhar no trabalho, enfim que não adiante tentar realizações virá sensação chamada desamparo.

O contrário do desamparo é proficiência. Você é proficiente quando mesmo tendo fracassado continua persistindo e se mantendo concentrado no que faz. Determinada a ter domínio. Mesmo tendo dificuldades não desiste - Isso é comportamento proficiente. Ser determinado não é ficar batendo na mesma tecla. Ser determinado é saber que sempre existirão novos caminhos.
As pessoas orientadas para o domínio aceitam os desafios. As pessoas orientadas para o desamparo ficam arrasadas quando um obstáculo aparece e passam a duvidar da sua própria capacidade. Quem é orientado para o domínio pensa “os erros me ajudam”, pois percebem os erros como uma informação para ser usada e finalmente conseguir sucesso. Quem é voltado para o desamparo vê o fracasso como um julgamento, acha que o fracasso é sinal de inadequação.
Não dá pra você se modificar apenas obtendo a informação de que existem pessoas voltadas para o desamparo e outras para o domínio.  Precisamos mesmo é de um trabalho ativo. Você não nasceu assim, portanto não precisa morrer assim.

Abuso infantil


Estudos feitos nos EUA mostraram como o abuso infantil pode ser mais frequente do que imaginamos. No Brasil não temos estatisticas prontas, mas em minha experiência clinica pude perceber que o abuso não escolhe classe social, região ou condição financiera.
Seqüelas
As seqüelas deixadas pelos abusadores são: graves problemas sociais e psiquiátricos, problemas de comportamento, como agressão ou comportamento indevidamente sexualizados durante a infância, abuso de substancias, disfunção sexual na idade adulta, depressão, tendências suicidas, medo, etc.
Auto Culpa
Pensamento de auto-responsabilidade são muito comuns. As crianças sentem que elas participaram de alguma forma se oferecendo para que o abuso pudesse acontecer, e por isso nem sempre denunciam o abusador.  Mesmo quando adultas ainda mantém sentimentos de ser diferente dos outros, tem menos confiança interpessoal, mantém a crença de que o mundo é um lugar perigoso, visão negativa da sexualidade e imagem corporal negativa.
O abusador é sempre alguém proximo à criança?
Nem sempre, já recebi relatos de pessoas que foram abusadas por estranos que passavam pela rua, foram embora e nunca mais foram vistos. Mas, pelos muitos relatos que recebo em minha clínica é muito mais comum um parente próximo, ou padrasto aparecer como o abusador e nestes casos os sintomas são muito mais graves, o sofrimento é muito maior devido, principalmente, à freqüência com que o abuso se repetiu.
A criança percebe que isso é errado?
Nem sempre. O corpo reage ao estímulo, a criança muitas vezes procura, inocentemente aquele prazer, que num primeiro momento parece adequado pois lhe foi ensinado a respeitar e atender aos adultos.
Normalmente a pessoa só se dá conta de que aquilo foi um ato agressivo depois que recebe as informações do ambiente e descobre o porque dela se sentir tão mal e desconfortável com o abuso. Pois até então seu sentimento era de confusão, muita confusão. Esse momento, normalmente, se dá na adolescência.
Porque os abusadores fazem isso?
Claramente por fortes disfunções comportamentais e emocionais principalmente no campo da sexualidade. São pessoas com forte deficiência de empatia, incapazes de perceber o quanto está prejudicando outra pessoa. Muitas vezes eles tem pensamentos distorcidos de que a criança está "querendo". Como eu disse, claro que o corpo da criança responde, mas sua mente oferece uma resposta negativa muito mais significativa.
O abusadores mais comuns são homens ou mulheres?
Existem casos de mulheres abusadoras, mas normalmente o abuso perpetrado por uma mulher é o abuso físico (bater, espancar a criança), e não sexual.
O que fazer quando a mãe, ou alguém, desconfia de sua criança estar ssendo abusada?
Deve-se imediatamente conversar com essa criança. Validar seus sentimentos, faze-la sentir-se segura para contar o que está acontecendo. Nunca faça perguntas dirigidas, não faça perguntas para que ela responda apenas SIM ou NÂO, pois isso pode implantar memórias falsas, você pode induzir imagens mentais de situações que não ocorreram e fazer com que a criança acredite que vivenciou estas cenas.
Em caso de dúvida quanto ao procedimento com a criança leve-a imediatamente à um psicólogo infantil. Mas assegure-se que este psicólogo tem especialização em atendimento infantil, pois toda a comunicação é especial com crianças, muito diferente do que com adultos.
Consulta com psicólogo - Agende aqui
*O material deste site é informativo, não substitui a terapia  ou psicoterapia  oferecida por um psicólogo
Psicóloga   Marisa de Abreu - CRP 06/29493-5
Clínica de Psicologia  Rua Bela Cintra, 968 – São Paulo – Av. Paulista / Metrô Consolação
Estudos feitos nos EUA mostraram como o abuso infantil pode ser mais frequente do que imaginamos. No Brasil não temos estatisticas prontas, mas em minha experiência clinica pude perceber que o abuso não escolhe classe social, região ou condição financeira.

Sequelas

As sequelas deixadas pelos abusadores podem ser graves: problemas sociais e psiquiátricos, problemas de comportamento, como agressão ou comportamento indevidamente sexualizados durante a infância, abuso de substancias, disfunção sexual na idade adulta, depressão, tendências suicidas, medo, etc.

Auto Culpa

Pensamento de auto-responsabilidade são muito comuns. Algumas  crianças sentem que  participaram de alguma forma se oferecendo para que o abuso pudesse acontecer, e por isso nem sempre denunciam o abusador.  Mesmo quando adultas podem manter sentimentos de ser diferente dos outros, tem menos confiança interpessoal, manter a crença de que o mundo é um lugar perigoso, visão negativa da sexualidade e imagem corporal negativa.

O abusador é sempre alguém próximo à criança?

Nem sempre, já recebi relatos de pessoas que foram abusadas por estranhos que passavam pela rua, foram embora e nunca mais foram vistos. Mas, pelos muitos relatos que recebo em minha clínica é muito mais comum um parente próximo, ou padrasto aparecer como o abusador e nestes casos os sintomas são muito mais graves, o sofrimento é muito maior devido, principalmente, à freqüência com que o abuso se repetiu.

A criança percebe que isso é errado?

Nem sempre. O corpo reage ao estímulo, a criança muitas vezes procura, inocentemente aquele prazer, que num primeiro momento parece adequado pois lhe foi ensinado a respeitar e atender aos adultos.
Normalmente a pessoa só se dá conta de que aquilo foi um ato agressivo depois que recebe as informações do ambiente e descobre o porque dela se sentir tão mal e desconfortável com o abuso. Pois até então seu sentimento era de confusão, muita confusão. Esse momento, normalmente, se dá na adolescência.

Porque os abusadores fazem isso?

Muitas vezes é devido a fortes disfunções comportamentais e emocionais principalmente no campo da sexualidade. Podem ser pessoas com forte deficiência de empatia, incapazes de perceber o quanto está prejudicando outra pessoa. Muitas vezes eles tem pensamentos distorcidos de que a criança está "querendo" pois percebe  que o corpo da criança responde, mas sua mente oferece uma resposta negativa muito mais significativa.

O abusadores mais comuns são homens ou mulheres?

Existem casos de mulheres abusadoras, mas normalmente o abuso perpetrado por uma mulher é o abuso físico (bater, espancar a criança), e não sexual.

O que fazer quando a mãe, ou alguém, desconfia de sua criança estar ssendo abusada?

Deve-se imediatamente conversar com essa criança. Validar seus sentimentos, faze-la sentir-se segura para contar o que está acontecendo. Nunca faça perguntas dirigidas, não faça perguntas para que ela responda apenas SIM ou NÂO, pois isso pode implantar memórias falsas, você pode induzir imagens mentais de situações que não ocorreram e fazer com que a criança acredite que vivenciou estas cenas.
Em caso de dúvida quanto ao procedimento com a criança leve-a imediatamente à um psicólogo infantil. Mas assegure-se que este psicólogo tem especialização em atendimento infantil, pois toda a comunicação com crianças é realizada por meios específicos, muito diferente da realizada com adultos.



abuso infantilComo e por que ocorre o abuso sexual?

Percebemos na área clinica que o abuso sexual ocorre em maior quantidade dentro das famílias, muitas vezes o padrasto mas também tios ou o próprio pai. Acredito que isso se deve a um conceito, errado, de propriedade da criança. Este homem crê que como seu cuidador e provedor teria “direitos” que vão além dos aceitos pela sociedade e além da promoção do bem estar emocional da criança.
Por outro lado também percebemos que o homem de forma geral tem menor controle sobre seus impulsos sexuais e quando se vê diante de um ser indefeso acaba por iniciar distorções de pensamento acreditando que ela “quer” um contato intimo – quando na realidade a criança não está pronta e nem possui ainda conceitos de sexualidade.

Em que classes sociais esses casos de abuso sexual mais ocorrem no Brasil?

Em todos. Mas me parece que as classes mais altas vão procurar ajuda nos psicólogos – para que esta criança seja “recuperada” , mas mantem a vergonha em sigilo, e os menos favorecidos vão procurar ajuda na policia para que este homem seja punido.

Como funciona o sentimento de Auto Culpa da vítima, após ser abusada sexualmente, dentro de seu próprio lar? Como um profissional da área de psicologia age nestas situações?

No momento do abuso a criança não tem noção do que está acontecendo, pois sempre houve adultos tocando suas partes intimas na hora da troca da fralda ou banho. Para criança tudo é desprovido de maldade e demora para ela perceber intenções maliciosas que diferenciam o toque carinhoso da mãe que cuida de sua higiene. A culpa costuma ocorrer mais tarde quando ela percebe, por informações recebidas em sua educação, do que seria um toque correto e do que não deve ocorrer, passando então a lembrar de seu comportamento passivo e por isso se considera causadora ou participante ativa do abuso – e com isso culpa, muita culpa.

Os pais e/ou familiares próximos á vítima, não acreditam nas queixas ou fingem que não acreditam? O que é considerado negligência “familiar” nos casos de abuso e por que os familiares sentem medo de denunciar este crime?

Negligencia :
- não levar em consideração medos sem explicação que as crianças demostram diante de algum adulto
- encobrir o ocorrido por medo da reação das pessoas
- encobrir por vergonha de levar a publico o tipo de homem que permitiu frequentar sua casa.
- não acreditar quando a criança conta
- considerar que a criança “se insinuou” para o adulto, culpando-a.

Pode-se afirmar que há também uma negligência por parte do Estado?

Não conheço as ações do Estado. Não tenho muito conhecimento do quanto este assunto é levado a serio quando denunciado nas delegacias, mas sei que o atendimento psicológico gratuito às crianças não é algo que se consegue com facilidade. Talvez devesse haver mais companhas para orientar as famílias no sentido de prevenção e como agir em casos de abuso.

Com sua experiência e conhecimentos á frente de serviços psicológicos, deve ter muitos casos que lhe marcaram de alguma forma. Quais aqueles que mais lhe impressionaram, e como lidou com a situação?

Não há nenhum em especial mas sempre me intrigou o fato de que como psicóloga fui muitas vezes a primeira pessoa a saber do ocorrido e até mesmo a única.

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia  ou psicoterapia  oferecida por um psicólogo