sábado, 22 de setembro de 2012

Saiba como superar o fim de uma relação

Quando se vive um amor, a última coisa que vem à cabeça é o fim da relação. Entretanto, o dia do término pode chegar porque, assim como a vida, o relacionamento apresenta seu ciclo natural com começo, meio e fim. 

Toda relação contribui para construir a história de vida. Foto: Terra
E se este momento acontecer, não há razão para se desesperar. Basta encarar a situação e retirar dela experiências positivas que contribuam com o seu amadurecimento emocional. 

Algumas mulheres se perguntam qual é a hora de colocar o ponto final no relacionamento. A psicóloga da Unifesp, Mara Pusch, afirma que o fim ocorre quando o namoro ou casamento deixa de ser saudável. "Quando uma relação acaba, na verdade, os dois sabem. Mas, um é mais corajoso para tomar a iniciativa de terminar", acredita. 

A também psicóloga Sueli Castillo compartilha da mesma opinião. "Arrastar uma situação em nome de um amor onde não existe reciprocidade acaba desgastando e destruindo o que poderia ser uma lembrança positiva do que aconteceu em sua história de vida", diz. "Se apenas um ama não existe mais a relação", completa. 

E se ele decidiu tomar a iniciativa do término não há motivos para acreditar que seu mundo desabou. É claro que, em um primeiro momento, é aconselhável afogar as mágoas e chorar para amenizar a angústia. O segundo passo para dar a volta por cima é retomar a vida social, reencontrar os amigos e fazer atividades prazerosas. 

Passada a fase da fossa, é hora de contabilizar os ganhos e as perdas de tudo isso. "O ideal é não levar como uma ferida por muito tempo e não encarar como uma tragédia. O mais importante é refletir para analisar as responsabilidades de cada um na relação", diz Mara. Sueli Castillo, por sua vez, ressalta ser fundamental o autoconhecimento para poder superar a crise de uma forma menos dolorida. 

Uma tática para se recuperar mais rápido é afastar-se do parceiro, fazendo valer a máxima "o que os olhos não vêem o coração não sente". E, apesar de muitas mulheres desejarem, é impossível riscá-lo da sua vida. "Esquecê-lo definitivamente é quase impossível, mas ter a convicção de que ele já pertence ao passado e como tal não volta é essencial", afirma Sueli. Já Mara aconselha a mulher a se dar conta de que no momento aquele tipo de relação acabou, não significando que futuramente ambos não possam voltar a se relacionar, até mesmo como amigos. 

A psicóloga Mara Pusch alerta para não cometer o erro de entrar em um novo relacionamento só por entrar e tomar o cuidado de não procurar alguém apenas por auto-afirmação. Não leve seus medos de relações anteriores para um novo namoro, pois cada pessoa é um ser único que, certamente, contribuirá para construir sua vida. 

Portanto, levante a cabeça, ponha sua melhor roupa e sinta-se bonita. Aproveite os benefícios que só a solteirice pode trazer, como desfrutar de total liberdade de escolha e fazer o que bem quiser sem ter de dar satisfação a alguém. 

Dando a volta por cima
Quem nunca viveu um grande amor que atire a primeira pedra. Aliás, aquelas histórias de romances complicados de novela também existem na vida real. 

A jornalista Hérika Dias, 24 anos, teve um amor que a marcou pelo resto de sua vida. O namoro de faculdade teve seus altos e baixos. Inicialmente, eles pareciam viver um amor de conto de fadas, porém, a separação foi bastante dolorosa para ela. "O término não foi amigável. Houve até agressão", conta Hérika. 

Hérika caiu em depressão e até se afastou por seis meses da faculdade. Alguns fatores foram essenciais para que o ex passasse a ser um personagem do passado, como o apoio de amigos e familiares. "Eu estava super mal e não via perspectiva de melhora. Até que eu senti Deus. E como forma de agradecimento a minha recuperação, resolvi me batizar no catolicismo", afirma. 

Apesar de o namoro ter se tornado águas passadas, ele lhe trouxe uma lição de vida. "Cresci achando que homem não prestava, até que passei a acreditar cegamente nele. Hoje, já não acredito mais nas pessoas; acho que ele tirou esta minha inocência", diz Hérika. Ela não guarda mágoas e até reconhece o valor da relação. "Tenho certeza de que foi amor e de que jamais outro namoro chegará perto da intensidade desse", afirma. 

A estudante Mariana Oliveira, 24 anos, é prova de que qualquer relacionamento serve para compor a história de vida. Aos 20 anos, Mariana conheceu aquele que parecia ser seu amor eterno. Contudo, ela não imaginaria que o repentino término de seu namoro seria motivado pelo reatamento do noivado do ex com a namorada anterior. 

Triste e deprimida, Mariana resolveu não procurá-lo mais. Até que foi surpreendida com o pedido de volta do ex. O que ela não contava é que, neste momento, ele continuava noivo da outra. 

Após término definitivo, a estudante diz que embora toda a situação tenha feito muito mal a ela, foi a melhor coisa que já lhe aconteceu. "A mulher em que eu me transformei, a maturidade que eu alcancei e o valor que eu passei a dar para às pessoas que se aproximaram de mim depois disso foi o melhor que podia me acontecer. Dei a volta por cima, estou bem pessoalmente e profissionalmente", finaliza. 

O que é Amor?


Todos sabemos o que é o amor, não sendo, no entanto, pelo menos para mim, possível defini-lo por palavras… Mas afinal o que será este sentimento (se o for) que nos torna parcialmente dependentes das pessoas que nos são mais próximas (e que amamos), ao ponto de, ao estarmos longe delas, nos tornemos altamente infelizes e angustiosos?
Robert Stenberg, psicólogo norte-americano, formulou uma teoria segundo a qual o amor englobaria três componentes distintas: a intimidade, a paixão e o compromisso. No que toca à intimidade, de carácter mais emocional, estamos perante uma relação de confiança mútua que inclui a protecção e anecessidade de estarmos perto do outro. É através da intimidade que duas pessoas compartilham as suas experiências pessoais e o que mais íntimo há de si. A paixão, que se baseia essencialmente na atracção sexual, envolve um sentimento irreprimível de estar com o outro. Por sua vez, o compromisso é a expectativa de que o relacionamento dure para sempre, numa intenção de comprometimento mútuo.
Na Psicologia, o amor é definido como sendo, não simplesmente o gostar em maior quantidade, mas sim um estado psicológico qualitativamente diferente. Isto porque, "ao contrário do gostar, o amor inclui elementos de paixão, proximidade, fascinação, exclusividade, desejo sexual e uma preocupação intensa."
Psicologismos à parte, o que será, entre nós, sabedores do senso-comum, o amor? Será uma mistura entre loucura e paixão que faz focar o nosso pensamento única e exclusivamente na pessoa que amamos? Ou será um sentimento de desejo incontrolável que nos torna incessantemente ansiosos por estar com o outro, numa troca recíproca de carinho, afecto, confidências, palavras e olhares? De facto, o amor pode ser uma conjugação de todos estes aspectos, em que nenhum é dispensável mas todos são imprescindíveis.
Numa tentativa de simplificar a definição de Amor, os psicólogos sociais recorreram à definição de seis diferentes formas de amar. São elas seis: o amor romântico (envolve paixão, unidade e atracção sexual mais usual na adolescência), o amor possessivo (determinado pelo ciúme, provocando emoções extremas), ocooperativo (que nasce geralmente de uma amizade anterior, sendo alimentado por hábitos e interesses comuns), o amor pragmático (característico de pessoas ensinadas a reprimir os seus sentimentos o mais possível, sendo estas relações desprovidas de qualquer manifestação de carinho), o lúdico (que se baseia na conquista e na procura de emoções passageiras) e o amor altruísta (praticado por pessoas dispostas a anular-se perante o outro, tendendo a "isolar-se num mundo onde, na sua imaginação, só cabem os dois ainda que o outro pense e actue exactamente ao contrário").
Há quem defenda que o amor é uma história construída ao longo da vida que, com o tempo, transpõe a mera atracção física, passando para uma preocupação com o bem-estar do outro para o seu próprio bem-estar. Manifesta-se numa influência mútua, no qual a (in) felicidade de um causa a (in) felicidade do outro. A paixão e o desejo tendem a não ser tão intensos, fortalecendo-se antes a cumplicidade, a intimidade e o companheirismo.
                           
Durante a minha pesquisa, e na tentativa de explicar o que é ou em que se baseia o amor, descobri um estudo que revelou que os sentimentos amorosos podem levar à inibição da actividade de várias áreas do cérebro ligadas à capacidade e ao pensamento crítico, suprimindo a actividade neurológica relacionada com a avaliação social crítica dos outros, e também as emoções negativas. Este facto acaba, curiosamente, por fazer jus ao ditado popular que afirma que "o amor é cego." De facto, este estado leva a uma alteração da nossa capacidade cognitiva: tendemos a idealizar o parceiro, exagerando nas suas qualidades e rejeitando todo o tipo de indícios menos positivos que dele possam surgir. Ainda no mesmo estudo, outro aspecto que terá impressionado os investigadores foi o facto de, ao analisarem a actividade cerebral de 20 jovens mães ao verem as fotos dos seus filhos, de crianças que conheciam e de amigos adultos, terem verificado que, tal como nos padrões de actividade cerebral registados num estudo relativo aos efeitos do amor romântico, ocorre uma redução dos níveis de actividade nos sistemas necessários para fazer julgamentos negativos.
Apesar de todos estes dados, imprescindíveis para o conhecimento do amor, qualquer definição que nos seja apresentada nunca nos satisfaz completamente. Sentimos que existe sempre mais alguma coisa e é esse mesmo mistério que torna a definição do amor subjectiva e, por isso, controversa e não consensual. Até porque, se tal fosse possível, a magia envolta em torno desse elemento fundamental da vida de um indivíduo poderia desaparecer, perdendo assim parte de todo o seu significado…
"Alguns dos obstáculos a amar: a nossa agenda pessoal ou motivações, expectativas, necessidades e desejos. Temos que ter cuidado para que no amor não estejamos a procurar a nossa pessoa, uma réplica, um clone; ninguém pode ser exactamente como nós. O amor pode ajudar-nos a descobrir as nossas diferenças de modo que possamos enriquecer-nos por elas."
Martine Batchelor


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Amor, amor próprio e bem estar psicológico.

"Posso dizer que fui movida pelo amor" iniciei  o curso de psicologia, no qual pretendo me  formar, com o objetivo de conhecer melhor o comportamento e o psiquismo humano, para "contribuir de forma mais incisiva na diminuição do sofrimento psíquico das pessoas. Vou falar um pouco  sobre meus  estudos acerca de questões como amor e bem-estar e etc...

                          "achar que não precisamos de ninguém para ser feliz é pura ilusão"


O tão falado amor-próprio. Como desenvolvê-lo e não confundí-lo com egoísmo?
 Amar a si mesmo é um pressuposto fundamental para se ser feliz, embora o amor próprio, muitas vezes, seja confundido com ser individualista e egoísta. O amor-próprio é essencial para que nós nos lancemos no mundo com coragem e confiança. Não amar a si mesmo é sentir-se inferior aos demais e, dessa forma, dificilmente o indivíduo conseguirá amar verdadeiramente o outro. Essa consciência do amor-próprio se desenvolve a partir de uma profunda reflexão acerca de nossas qualidades e defeitos. Já o egoísmo (ego + ismo) é o hábito ou atitude do indivíduo de colocar seus interesses sempre em primeiro lugar, em detrimento das demais pessoas com as quais se relaciona.

O amor romântico prega o amor incondicional e com isso há quem pense que não aceitar tudo que o outro faz não seria amor. 
 Considerando que toda relação amorosa é dialética, essa seria uma atitude passiva na qual a pessoa não se posiciona. Pode-se dizer que ela se anula. Dessa forma, reprime seus anseios e desejos em função de ser amada. É um mecanismo de defesa para indivíduos inseguros e com baixa auto-estima.
"O modo que amamos são repetições inconscientes de experiências anteriores"
Como as questões relacionadas ao amor podem impactar o lado psicológico do indivíduo?
 O amor é a mola mestra da saúde psíquica do indivíduo. A relação de amor se forma a partir do momento em que o bebê nasce e recebe os primeiros cuidados maternos. Esses cuidados não são apenas o alimento e a higiene, mas o afeto, o toque, o olhar, o sentir-se amado. Essa experiência da conexão mãe-filho, de forma saudável, é fundamental para a saúde psíquica do sujeito.

E por que um grande número de pessoas atribuem a felicidade ao fato de ter ou não um parceiro?
 Desde o início, somos programados para amar, portanto, não queremos viver só. Precisamos do outro, é o outro quem diz quem somos. Como disse, anteriormente, precisamos nos sentir amados. Ainda que a experiência de amar possa causar dor, pois quanto maior o amor maior a dor, mesmo assim estamos sempre em busca de uma relação de amor. É uma repetição compulsiva na natureza humana. Um desejo de repetir o que fizemos antes, uma tentativa de restaurar um estado de satisfação anterior do ser. Assim, aqueles a quem amamos e o modo que amamos são repetições inconscientes de experiências anteriores.
Filme Brilho Eterno de uma mente sem lembranças
Cena de Brilho Eterno de uma mente sem lembranças (2004)
Por outro lado há quem pense que "não precisa de ninguém para ser feliz". Há algum risco nesse pensamento?
 Quando o indivíduo diz que "não precisa de ninguém para ser feliz" pode estar usando isso como mecanismo de defesa, ele teme sofrer, pois sabe que toda relação envolve amor e dor. Por outro lado, tem pessoas narcisistas, ou seja, se acham auto-suficientes e pensam que não necessitam dessa permuta de afetos. Pura ilusão.

Há pessoas que entram em depressão por amor, com um amor não correspondido, ou com o término de uma relação, por exemplo. Há algum modo de se perceber que a pessoa precisa de ajuda psicológica para lidar com as relações?

 A perda é um pressuposto básico da existência, porém lidar com ela é um fato que exige muito do sujeito. Viver é um processo constante de perder e ganhar, ganhar e perder. Quando perdemos algo ou alguém, faz-se necessário elaborar o luto. Obviamente com dor, sofrimento e no tempo de cada um. Caso o indivíduo adoeça, faz-se necessário um maior cuidado, pois ele pode se tornar melancólico tendo sua vida pobre de energia afetiva, pois uma parte dela continua presa no outro que morreu ou que não o quer mais.
"Alguns pedem conselhos ao outro para se algo der errado ter a quem culpar"
Muitas vezes as pessoas desabafam com os amigos e recorrem aos conselhos deles para solucionar seus problemas amorosos. Isso pode ajudar mesmo as pessoas ou há riscos nesses aconselhamentos?
 Falar sobre um problema ou conflito é sempre bom. Ter alguém para escutar é melhor ainda. Só o fato de você estar ouvindo o que você próprio está falando já é algo positivo, pois alivia as tensões emocionais que o conflito causa no sujeito. Quanto aos riscos do aconselhamento, depende de quem os recebe e de quem os dá. Tem pessoas que não querem se posicionar ou fazer escolhas, então pedem conselhos para o outro, pois se não der certo ele terá a quem culpar.

Como saber se o problema é no relacionamento ou no modo de amar do indivíduo?
 O problema central, em geral, é a relação amorosa. Seja com os pais, com irmãos, amigos ou com o parceiro. Muitas vezes, seguimos padrões de relacionamentos ditados pela cultura. Porém, há que se considerar a história de vida do sujeito que é singular, bem como a sua subjetividade para poder opinar. Não se pode generalizar.




“Medo de amar”: isso existe mesmo?

Trata-se de um assunto recorrente. Também está no título de mais de uma canção, uma delas cantada pela Elis Regina, da autoria dos geniais Beto Guedes e Fernando Brant (ouça aqui).
O tal “medo de amar” seria o temor de se entregar e perder o controle a situação. Fala-se muito que os homens têm mais medo de amar do que as mulheres. E já ouvi muitas mulheres explicando que o cara não ligou ou terminou o relacionamento por…medo de amar. Homens também podem dizer isso de mulheres que pularam fora do caso.
Mas o tal “medo de amar” existe mesmo?
Tenho minhas dúvidas. Acho que é uma boa desculpa. E uma boa defesa. Quando a paixão vem, não existe medo de amar nenhum. Se alguém foge, não é porque tem medo. É porque não tem amor. Simples assim.
Mas, claro, é mais fácil achar que uma mulher ou um homem não levou o relacionamento à frente por ter medo de alguma coisa do que simplesmente porque não está a fim da gente. Acabou de ser lançado aqui no Brasil o livro Por que ele não ligou de volta?, de uma especialista em relacionamentos americana, que afirma ter entrevistado milhares de homens para pegar suas explicações. Mas, antes de apresentá-las, ela lista os motivos que as mulheres alegam para que eles não tenham telefonado. Destes, 21% acreditam que algum “medo” impediu o retorno: “medo de intimidade”, “medo de se magoar de novo”, “medo de compromisso”.
Arram.
Você acredita de verdade nisso?
Inverta o jogo: imagine que você, solteira e disponível, foi a uma festa e conheceu um cara muito legal. Conversaram, dançaram, ficaram. Ele diz que vai esperar você ligar pra ele. Agora imagine essa situação: você gostou dele, achou que combina com seu jeito, pensou nele quand dormiu e quando acordou mas… infelizmente você tem “medo de amar”. Ou “medo de compromisso”. Ou “medo de intimidade”. Então você não liga. E nunca mais o vê.
Isso é possível de acontecer? Não. Também não é possível de acontecer do outro lado. Os caras que gostam ligam. Os caras que se interessam comparecem. Os caras que se apaixonam perseguem você como bichinhos de verão na luz. Se ele não procurou, é porque não gostou, não se interessou, não se apaixonou.
O medo de amar não existe. A  única coisa que existe é o medo de não ser amada.
É o que eu acho. E você?

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Tristeza ou depressão? Tristeza não tem nada a ver com depressão

Imagem de Destaque
Imagem de DestaqueMuitas pessoas dizem: "Estou deprimida" quando querem dizer que estão tristes. A palavra "depressão" é atualmente utilizada como sinônimo de tristeza. Na verdade, tristeza não tem nada a ver com depressão, apesar de ser um dos sintomas dessa enfermidade. Enquanto uma é sinal de saúde, a outra é uma doença que requer tratamento adequado.
Para você entender melhor: a tristeza é um sentimento momentâneo, com um motivo conhecido, e é saudável e importante, pois ajuda na elaboração das perdas ou dos sofrimentos ocasionais, permitindo uma reorganização interna, necessária para a superação da situação enfrentada. A tristeza pode surgir por diversos motivos, pelo acontecimento de algo ruim ou não agradável, pela lembrança de momentos difíceis já vivenciados, pela vivência de perdas (emprego, entes queridos ou qualquer tipo de perda), fazendo com que a pessoa se sinta profundamente angustiada e desmotivada.
Mas esse é um sentimento passageiro e se prolonga por um período curto de tempo (cerca de 2 meses), no qual esse quadro vai dimunindo gradativamente e a vida vai retomando o ritmo normal.
Se isso não acontece, ou seja, se a tristeza começar a impedir o “funcionamento” normal do cotidiano, persistir com o tempo e começar a surgir sentimentos como apatia, indiferença, falta de prazer pela vida, então, pode ser o início de uma depressão.
É importante você entender que a tristeza e a depressão não são um “defeito” de caráter, de personalidade, assim como não são sinal de fraqueza, nem mesmo de falta de fé. O sentimento de tristeza é inerente à condição humana e a depressão é uma doença que precisa ser levada a sério e ser devidamente tratada, para que não se torne uma doença crônica ou grave e para que não tenha recorrências futuras.
Depressão é uma doença, que, graças a Deus, tem tratamento. Seguindo os passos indicados pelos médicos, acompanhada de psicoterapia, de atividades físicas e da busca de uma vida de oração, a pessoa poderá se recuperar plenamente.
O principal sintoma da depressão é a queda de energia e não a tristeza. É a energia vital da pessoa que está deprimida. Com isso, se a pessoa não tem o sintoma da tristeza, muitas vezes, sente dificuldade de identificar a doença, buscando outras justificativas para os outros sintomas apresentados, e só buscando o tratamento tardiamente, o que pode agravar o quadro.
Para o diagnóstico da depressão, são necessários pelo menos cinco dos seguintes sintomas durante um período de duas semanas:
– Humor deprimido na maior parte do dia, sentimento de tristeza, melancolia, vazio sem causa aparente. Em crianças e adolestecentes pode aparecer um humor irritável.
– Acentuada diminuição do interesse ou prazer em quase todas as atividades do dia; perda de interesse pela vida.
– Perda ou ganho significativo de peso sem estar de dieta ou diminuição ou aumento do apetite.
– Insonia ou hipersonia, em quase todas as noites.
– Agitação ou retardo psicomotor (observável pelos outros), em quase todas as atividades do dia. A pessoa se sente pesada, lenta ou com uma agitação improdutiva.
– Fadiga ou perda de energia, em quase todas as atividades do dia.
– Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva e inadequada.
– Diminuição da capacidade de concentração ou indecisão, em quase todas as atividades diárias.
As causas da depressão ainda não são bem identificadas. Acredita-se que fatores genéticos e ambientais (perdas e eventos estressantes) influenciam o desencadeamento da doença. Por isso, recomenda-se que, ao se perceber esses sintomas, procure-se o médico imediatamente para o correto diagnóstico e para se dar início ao tratamento.
Entenda bem: tristeza e depressão não são sinônimos. A tristeza é um sentimento difícil, doloroso, mas é necessário para a superação das dificuldades, sendo inclusive, sinal de saúde. O mesmo não se pode dizer da depressão que, caso não seja tratada, pode comprometer toda a saúde física e mental do indivíduo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Sofrimento por ciume doentio e ciume patológico: A dificuldade no autoconceito e na valorização da autoestima


O sofrimento causado pelo ciume patológico ou ciume doentio é uma situação não desejável a qualquer pessoa. Faça um teste de ciume neste site.
Quem sofre de ciume doentio entende que sua vida está em constante ameaça e que não consegue encontrar recursos para se autofortificar e se perceber capaz e merecedora de um bom relacionamento.
Os relacionamentos afetivos muitas vezes são construídos de forma pouco sustentável, uma vez que as pessoas atualmente têm medo de se comprometer e quando o fazem querem ter garantias de que nada ocorrerá para desmoronar o investimento que dedicou a esta relação.
O ciume nasce e se sustenta da dificuldade e da insegurança que se autosustenta numa relação prejudicada, quer seja por fatos reais que desencadearam a desconfiança, quer seja por pensamentos de insegurança que invadem a mente e que nos faz perceber sempre o lado negativo de uma situação.
Uma das formas de combater estes pensamentos ou de se fortalecer para identificar as reais razões para o ciume está no fato conhecer-se a si mesmo e de refletir sobre seu autoconceito, sua autoimagem e sua auto estima.
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Para Corona (2001) o autoconceito parte da idéia do “Eu” com uma conscientização primária na vida do indivíduo. A tomada de consciência do “Eu” se constitui no ponto de partida para a estruturação do autoconceito. Faz parte desta estruturação a imagem corporal, da qual está intimamente ligado o desejo de ser aprovado pelo ambiente externo. As opiniões que os outros formulam a respeito do “Eu” de cada indivíduo representam forças poderosas que corroboram na modelação exata dessa estrutura. Ou seja, todo indivíduo é capaz de formar seu autoconceito, o autoconceito se molda à medida que novas experiências são incorporadas, assim como as vivências cotidianas provocam um ajustamento contínuo, incessante, ligado às experiências e vivências com outros “Eus”.
O autoconceito, segundo Castro (1999), é constituído a partir da percepção que o indivíduo possui de si mesmo, de seus sentimentos e atitudes experenciados no meio social em que está inserido. É também estabelecido de acordo com as atribuições determinadas pela sociedade e aceitas pelo sujeito.
Voce pode identificar neste site diferentes formas de se aprofundar na questão do ciume patológico e do ciume doentio. Na categoria ciume neste site temos mais de 200 posts falando sobre este sentimento, bem como formas de tratar e de se fortalecer com a valorização da autoestima e percepção de uma autoimagem mais positiva.

DESEJO


O que fazer quando sentimos vontade de realizar alguma coisa? Essa pergunta parece tão simples, com uma resposta do tipo: “vá em frente, faça aquilo de que se tem vontade.” É tão simples se entregar às vontades? O que nós realmente podemos realizar no caminhar existencial? Quando falamos de vontade nos referimos ao desejo. Aqui no sentido de “uma atitude mental do sujeito em relação ao mundo.” E assim, a filosofia de modo bem geral entende o desejo como “a tensão em direção a um fim considerado pela pessoa que deseja como uma fonte de satisfação.”
Mas ao falar sobre desejo falamos sobre limite. Qual o momento em que precisamos parar e nos perguntar até onde podemos seguir? Se entregar ao desejo sem pensar não é uma forma de escolha é quase como a “não-escolha”. E sendo assim, falando de limite falamos de liberdade. Kant nos diz que “ser livre é ser autônomo” e Sartre “que liberdade é condição ontológica do homem; pois o homem é, antes de tudo, livre.”
Desejo, limite, liberdade. O homem é o ator de sua própria história, com capacidade para sonhar e escolher. Mas muitas vezes escolher não se lançar ao desejo não significa não ser livre.

Diferenças entre homens e mulheres

Até onde vão as diferenças entre os sexos?
Até onde vão as diferenças entre os sexos?


Quando se fala na diferença entre homem e mulher, dois pontos são levantados: intelectualidade e sentimentalidade.
Diversas pesquisas já foram realizadas abordando a diferença entre homens e mulheres no requisito inteligência. Para alguns estudiosos essa diferença é explicada geneticamente, para outros há diversos fatores envolvidos, principalmente o comportamental. A psicologia popular estabeleceu uma diferença crucial entre os sexos: os homens são mais rápidos no raciocínio matemático e espacial, já as mulheres são melhores com as palavras. Essa ideia se baseia em estatísticas, onde a média das mulheres é ligeiramente melhor que a dos homens em raciocínio verbal. Já a média masculina é ligeiramente melhor do que a feminina nos testes de habilidade espacial. Essa diferença só é detectada na média, isso significa que tem muitas pessoas, homens e mulheres, que possuem habilidades verbais e espaciais semelhantes. Além disso, a diferença da média é muito sutil.


Muitos confundem a média estatística com o valor individual, ou seja, a média de mulheres que tem mais habilidades com as palavras pode ser superior da média masculina, mas isso não significa que não haja homens com a mesma habilidade. Pode ser que essa diferença seja determinada biologicamente, como também seja ligada a uma predisposição, uma facilidade maior para uma coisa ou para outra, mas pode ser também uma determinação cultural. Pois se você não estuda matemática obviamente terá maior dificuldade do que alguém que estuda, isso funciona para homens e mulheres, se um sexo pratica mais do que o outro as atividades ligadas ao raciocínio matemático, isso acarretará numa diferença entre eles. Já as diferenças emocionais podemos dizer que são bem mais claras, são elas:

Homem
Mulher
É mais frio.É mais emotiva.
Tende a ser mais objetivo.Prefere algo mais complexo.
Não gosta de se prender a um relacionamento.
Está em busca de uma relação duradoura, em especial o casamento.
Prefere não se ligar sentimentalmente a outras pessoas.Busca estabelecer laços mais sentimentais.
Prefere passar mais tempo com os amigos.Gosta de passar maior parte de seu tempo com o companheiro.
Não demonstra afetividade em público.Quer mostrar a todos o que sente.

Seria basicamente o que muitas pessoas dizem: “O homem pensa com o corpo e, a mulher com o coração”.


Abraço...