sexta-feira, 7 de setembro de 2012

DESEJO


O que fazer quando sentimos vontade de realizar alguma coisa? Essa pergunta parece tão simples, com uma resposta do tipo: “vá em frente, faça aquilo de que se tem vontade.” É tão simples se entregar às vontades? O que nós realmente podemos realizar no caminhar existencial? Quando falamos de vontade nos referimos ao desejo. Aqui no sentido de “uma atitude mental do sujeito em relação ao mundo.” E assim, a filosofia de modo bem geral entende o desejo como “a tensão em direção a um fim considerado pela pessoa que deseja como uma fonte de satisfação.”
Mas ao falar sobre desejo falamos sobre limite. Qual o momento em que precisamos parar e nos perguntar até onde podemos seguir? Se entregar ao desejo sem pensar não é uma forma de escolha é quase como a “não-escolha”. E sendo assim, falando de limite falamos de liberdade. Kant nos diz que “ser livre é ser autônomo” e Sartre “que liberdade é condição ontológica do homem; pois o homem é, antes de tudo, livre.”
Desejo, limite, liberdade. O homem é o ator de sua própria história, com capacidade para sonhar e escolher. Mas muitas vezes escolher não se lançar ao desejo não significa não ser livre.

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